• Vinícius Braga

Resumo da Semana: As notícias internacionais mais importantes da semana de 13/2


Parlamento Europeu aprova acordo de livre comércio com o Canadá

O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira (15), em Estrasburgo, França, o tratado de livre comércio entre União Europeia e Canadá (Ceta), abrindo caminho para a implementação provisória deste espaço de livre negociação, que envolve um mercado de 550 milhões de pessoas.

Após um debate de três horas, marcado por uma série de críticas entre partidários e opositores, os eurodeputados aprovaram, por 408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções, o acordo conhecido como Ceta (acrônimo, em inglês, de Comprehensive Economic and Trade Agreement). A União Europeia espera que esse tratado comercial, negociado durante sete anos, se converta em um modelo de futuros acordos, como o negociado com o Mercosul.

A votação foi marcada por protestos. Os adversários do Ceta consideram o acordo antidemocrático, excessivamente favorável às multinacionais e em nada preocupado com a ecologia e o meio ambiente, além de perigoso para a agricultura europeia. Leia mais.

Declarações de Trump sobre conflito entre Israel e Palestina causam mal-estar

Nesta quarta (15), Trump mostrou uma mudança histórica no posicionamento dos Estados Unidos em relação à política. Durante a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca, os dois líderes conversaram sobre a relação entre os dois países, a situação de crise do Oriente Médio e a nomeação do embaixador norte-americano na nação judaica.

Na coletiva de imprensa, Trump deu a entender que a criação de um Estado palestino não precisa ser a única solução para a crise da região, posição contrária à dos últimos presidentes norte-americanos. As autoridades palestinas alertaram depois sobre os riscos de abandonar a política dos dois Estados, questão-chave nos conflitos entre israelenses e palestinos. “Se a administração de Trump rejeitar essa política isso iria destruir as chances de paz [na região] e ameaçar os interesses norte-americanos, sua posição e a sua credibilidade no exterior”, disse Hana Ashrawi, um dos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

União Europeia dá ultimato a cinco países do continente por poluição do ar

A Comissão Europeia deu um ultimato à Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido para tomarem atitudes contra a poluição excessiva do ar por dióxido de nitrogênio (NO2). A concentração da substância está acima dos limites estabelecidos por Bruxelas em cidades como Roma, Milão, Turim, Berlim, Londres e Paris, uma contaminação que é causada sobretudo por automóveis, principalmente por aqueles movidos a diesel.

Segundo um comunicado da Comissão Europeia, os cinco países não fizeram nada para conter as recorrentes violações dos padrões de poluição do ar por NO2, substância que “constitui um grave risco para a saúde” e, se não agirem dentro de dois meses, o Poder Executivo da União Europeia (UE) ameaça levar a questão à Corte de Justiça do bloco. Ainda de acordo com a Comissão, mais de 400 mil pessoas morrem todos os anos na UE por doenças causadas pela poluição do ar.

Entre o fim de 2015 e o início de 2016, cidades como Milão, Roma e Nápoles chegaram a restringir a circulação de veículos na área urbana devido aos altos índices de concentração de poluentes. Além disso, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, vem promovendo uma “guerra” contra os automóveis e pretende reduzir pela metade o número de carros privados que circulam na capital. Leia mais.

China continua se armando mais rápido do que demais países

A China continua se armando mais rápido do que outros países, ao ponto de estar, em algumas áreas militares, “em quase paridade com o Ocidente”, segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (International Institute for Strategic Studies – IISS), organização de pesquisa baseada em Londres. Desde 2012, as despesas mundiais com a defesa não pararam de crescer, entre 5% e 6% ao ano. No entanto, globalmente, o nível caiu 0,4% em 2016, principalmente devido a uma redução no Oriente Médio, cuja economia tem sido prejudicada pela queda dos preços do petróleo.

A China destinou em 2016 um orçamento de 145 bilhões de dólares para a defesa, mais de um terço dos gastos de todo o continente asiático. Muito longe dos Estados Unidos (US$ 604,5 bilhões), mas à frente da Rússia (com US$ 58,9 bilhões), Arábia Saudita (US$ 56,9) e Reino Unido (US$ 52,2).

Depois de criticar por muitos anos os programas armamentistas da antiga União Soviética ou da Rússia, a China “possui agora seus próprios canais de pesquisa, desenvolvimento e construção” de armas, aponta o IISS. Além disso, o país asiático, que também investe maciçamente em navios e submarinos, “começa a vender armas ao exterior”, afirma o diretor Chipman.

Iranianos pedem reconciliação nacional para enfrentar Trump

A postura agressiva do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pode fazer com que os reformistas e os fundamentalistas iranianos superem suas diferenças para enfrentar o líder norte-americano. Os dois grupos têm uma briga histórica, que conta com centenas de prisões e uma violência exacerbada entre seus membros. O clima de tensão, sobretudo, ocorreu entre 1997 e 2005, quando o reformista Mohammad Khatami presidiu o país. As informações são da agência Ansa.

A possível reaproximação entre as duas correntes foi destaque nesta segunda-feira (13) no jornal oficial dos reformistas Aftab-e Yazd que, com uma série de entrevistas com personagens das duas vertentes, fez um convite para a “reconciliação nacional”. O pedido vem dias após Khatami lançar um apelo para a união durante as manifestações do dia 10 de fevereiro, quando os iranianos lembraram os 38 anos da Revolução Islâmica. Segundo o ex-presidente, essa era uma forma de demonstrar “solidariedade” perante as novas ameaças do governo dos EUA.

De acordo com a publicação, as recentes atitudes tomadas por Trump contra o Irã – como o banimento da entrada de cidadãos iranianos nos EUA e as novas sanções país por um teste de míssil – associadas à morte do aiatolá Hashemi Rafsanjani – ponto de referência na conversa entre as duas vertentes – fizeram com que os reformistas abrissem a possibilidade de diálogo.

FONTE: GUIA DO ESTUDANTE


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